Quando menino, C.S. Lewis ou “Jack”, como era chamado por seus amigos, sempre fazia os desenhos para as histórias que escrevia. Então, quando O Leão, A Feiticeira e O Guarda-Roupa estava para ser publicado, ele chegou a considerar a possibilidade de ilustrá-lo, mas acabou solicitando uma artista profissional. Pauline Baynes, uma jovem ilustradora, na época com vinte e poucos anos, tinha ilustrado há pouco o último livro de J.R.R. Tolkien, Mestre Gil de Ham, e Jack achou que ela podia ser a pessoa ideal para retratar a diversidade de criaturas e pessoas em O Leão, A Feiticeira e O Guarda-Roupa.

Apesar de Jack não ter se preocupado muito em como as ilustrações deveriam ser, ele havia imaginado algo bem grandioso. Pauline Baynes uma vez disse com franqueza: “Se ele tivesse tido a chance, seriam ilustrações cheias de cor, de Arthur Rackham”. Acabou que Pauline fez centenas de desenhos em preto e branco maravilhosamente detalhados para as sete crônicas de Nárnia. Em 1998, ela acrescentou cor a cada um dos aproximadamente 350 desenhos originais, e essas são as ilustrações que vemos hoje.

O entrosamento entre as histórias de Jack e as ilustrações de Pauline foi tão bem sucedido que, desde o início, as palavras e os desenhos pareciam ser uma coisa só. C.S. Lewis enviou a Pauline um rascunho de como Dufflepud deveria ser, mas suas descrições de criaturas e lugares eram tão detalhadas que ela raramente teve que recorrer a ele para esclarecimentos. Quando Pauline lhe perguntou como ela deveria desenhar um Marsh-wiggle, ele respondeu: “Desenhe-o como você quiser”. E assim fez ela, seguindo a descrição de Jack feita na história e foi como o personagem ganhou a sua cara desde então.

Pauline Baynes

Pauline Baynes começou sua carreira com pouco treinamento formal. Depois de passar os primeiros anos na Índia, onde seu pai foi comissário em Agra, ela e a irmã mais velha foram para a Inglaterra para estudar. Quando o pai se aposentou, a família se estabeleceu perto de Farnham em Surrey e Pauline, a filha solteira, tomava conta deles durante o dia e fazia ilustrações à noite. Pauline frequentou a Slade School of Fine Art, onde sua irmã terminava um curso, mas depois de apenas um ano, ela se ofereceu para trabalhar para o Ministério da Defesa, pintando camuflagem. Entretanto, como seu tipo de atenção para detalhes e sua precisão eram habilidades essenciais para o desenho de mapas, logo foi transferida para outro departamento e passou a desenhar mapas. Essa experiência foi muito útil quando ela, mais tarde, desenhou os mapas de Nárnia para Jack, e de Middle-Earth para seu amigo J.R.R. Tolkien. Ao longo dos anos, Pauline Baynes criou muitas ilustrações novas para serem usadas em sobre-capas de livros, bem como coloriu ilustrações originais. Além disso, em 1989, fez uma série de gravuras coloridas de página inteira para dois livros, um chamado A Terra de Nárnia, e o outro, uma linda versão de luxo de O Leão, A Feiticeira e O Guarda-Roupa. Ela foi premiada com a conceituada medalha Kate Greenaway, em 1968, em reconhecimento à sua contribuição à ilustração para crianças.

Cliff Nielsen

Cliff Nielsen estudou ilustração tradicional e digital e foi o orador da turma quando se graduou em desenho em 1994. Suas ilustrações foram reconhecidas por sua excelência pela Society of Illustrators, Print, and Spectrum. Matérias retratando seu trabalho em artigos de destaque podem ser encontradas tanto em publicações sobre desenho quanto em revistas de fãs. Cliff é um incentivador da arte digital e foi juiz da Sociedade de Ilustradores e de uma série de programas de prêmios para ilustradores profissionais. Ele vive e sonha em Los Angeles, na Califórnia.

Leo e Diane Dillon

Além de recriar as incríveis ilustrações inteiramente coloridas da sobre-capa de As Crônicas de Nárnia, os renomados artistas Leo e Diane Dillon colaboraram nas ilustrações de dois livros vencedores da Medalha Caldecott: Ashanti To Zulu: African Traditions (1976), de Margaret Musgrove, e Why Mosquitoes Buzz In People’s Ears (1975) recontada por Verna Aardema. Juntos eles ilustraram Wind Child (1999), de Shirley Rousseau Murphy, To Everything There Is A Season (1998), e Aida (1990), recontada por Leontyne Price. O casal recebeu o grau de doutor honorário da Parsons School of Design. Atualmente, eles moram na cidade de Nova York.

Chris Van Allsburg

Nascido em Grand Rapids, em Michigan, Chris Van Allsburg agora mora em Providence, Rhode Island, com a esposa e os filhos. Ele criou belas ilustrações coloridas das sobre-capas de As Crônicas de Nárnia, e é autor de dois livros vencedores da Medalha Caldecott: O Expresso Polar (1985) e Jumanji (1981). Seu livro, The Garden Of Abdul Gasazi (1979), recebeu a menção de Caldecott Honor Book. Entre seus outros livros estão: Bad Day At Riverbend (1995), A City In Winter (1996), de Mark Helprin, The Sweetest Fig (1993), A Vassoura Encantada (1992), para citar alguns.